domingo, 17 de fevereiro de 2008

Como requerer o DPVAT

O Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores (DPVAT) é um direito assegurado a todos os cidadãos, mas ainda é pouco conhecido pela população. Ele é pago anualmente pelos proprietários de veículos, no período do licenciamento, e pode ser utilizado quando ocorrer um acidente de trânsito com ou sem vítimas fatais.

O DPVAT garante uma indenização à vitima de acidente ou seu beneficiário de R$ 13,5 mil em caso de morte, até R$ 13,5 mil para invalidez permanente, e até R$ 2,7 mil, por pessoa, para cobertura de despesas médicas e hospitalares, inclusive despesas dentárias comprovadamente decorrentes de um acidente provocado por veículos automotores de via terrestre, ou por sua carga. Todas as vítimas têm direito a receber o benefício, seja o motorista, o passageiro ou o pedestre, independentemente da apuração de culpa.
O valor do seguro pago pelos proprietários de motocicletas, ciclomotores, motonetas e triciclos sofreu um reajuste este ano, definido pela Resolução 174/07 do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda. A partir de janeiro, o valor cobrado na época do licenciamento passou a ser R$ 255,13.
Requerimento
Para requerer a indenização não é necessário o auxílio de intermediários, basta que o interessado - o próprio acidentado ou seu beneficiário - compareça a uma das seguradoras que integram o convênio DPVAT portando todos os documentos necessários. O pedido de indenização pode ser realizado em até três anos a partir da data do acidente.Caso o tratamento médico já esteja em andamento e a hipótese da incapacidade física ainda não tenha sido atestada pelo Instituto Medico Legal (IML), o prazo será contado a partir da elaboração do laudo conclusivo do IML. O pagamento da indenização é liberado após 30 dias da entrega da documentação na seguradora.[8]
Se houver mais de uma vítima em um mesmo acidente, todas serão indenizadas individualmente, para que cada uma tenha o direito de receber o valor integral individual de sua indenização ou reembolso.


Segs - Fonte ou Autoria é : Seguros.com.br
12-fev-2008

Carro 1.0 litro perde mercado e status de popular

Daniel Ottaiano Direto de São Paulo

Os carros populares no Brasil estão perdendo o espaço de destaque no mercado. O principal vilão é o preço alto, que leva os veículos com motores 1.0 litro para valores próximos de segmentos superiores, como automóveis de motorização 1.4 litro. Especialistas da indústria automobilística confirmam a tendência: os carros "mil" perderam a popularidade.

Apesar de a palavra "popular" ser comum para definir os veículos com motor 1.0 litro, especialistas afirmam que o termo está errado. "Popular não existe mais; é a linha mil", afirma George Assad Chahade, presidente da Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo (Assovesp).

Para José Roberto Ferro, presidente do Lean Institute Brasil e consultor da indústria automobilística, popular hoje no País é o automóvel usado. "Carro popular no Brasil é um fusca 1,3 mil cilindradas", diz. "A entrada de pessoas de baixa renda no mercado automotivo se dá pelo mercado de usados".

De acordo com dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a participação dos populares no total de carros vendidos tem caído ano a ano desde 2002, quando uma reforma tributária diminuiu a diferença do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) cobrado para veículos 1.0 e com motorização melhor, aproximando os valores de venda dos automóveis.

Em 1994, quando houve grande incentivo ao carro popular, suas vendas representavam 40% do total dos veículos 0 km vendidos no País. Sempre em ascendência, o auge ocorreu em 2001, quando 71,1% dos veículos vendidos foram desse segmento. Após isso, a participação caiu a cada ano até que, no ano passado, o valor fechou em 54%, segundo a Anfavea.

Para Ferro, essa tendência é explicada pelo "amadurecimento natural do mercado". Segundo ele, o motor 1.0 é "artificial" e "muito fraco" para os carros vendidos com essa opção hoje no País.
"É um motor muito fraco para carros como o Gol, Fiesta e Palio. Depois que o consumidor experimenta um carro popular e o carro não rende, acaba optando por motorização melhor na hora de uma nova aquisição", afirma Ferro.

Chahade concorda e diz que a melhora da economia contribuiu para que o consumidor optasse por carros melhores.
"O 1.0 é bom como carro de uso cotidiano, que acaba trazendo economia de combustível. O consumidor, a partir do momento que melhora a economia, quando analisa a diferença entre o popular e o 1.4, começa a entrar nesse mercado (superior)".

Valorização

Enquanto carros populares tiveram uma valorização de até 179% entre 1994 e 2008, veículos top de linha das montadoras tiveram menor aumento de preços. Segundo dados da Assovesp, em 1994, um Uno Mille, da Fiat, saía por R$ 8.297 e, hoje, é vendido por R$ 23.180, um aumento de 179%. Por outro lado, nos carros de valores mais altos da montadora, um Tempra, há 14 anos, saía por R$ 36 mil e um Stilo hoje é comercializado por, no mínimo, R$ 51.780 - diferença de 43%.

Na Chevrolet, em 1994, um Corsa, automóvel de entrada da montadora na época, era vendido por R$ 9.558, e um Celta, o carro popular fabricado atualmente, hoje, sai por R$ 26.128 (aumento de 173%) - o Corsa subiu de categoria e hoje é comercializado por mais de R$ 30 mil. Já um Vectra, naquela época, custava R$ 30 mil, e, hoje, o mesmo carro é comercializado por, no mínimo, R$ 56.974 (89% de diferença).

Apesar disso tudo, Chahade não acredita que os carros "mil" serão totalmente substituídos por veículos melhores. "Não vai ser substituído, mas deve ficar no percentual de 50% (de vendas em relação ao total)".

Nesse ponto, José Roberto Ferro discorda e diz que a tendência "é acabar esse tipo de carro". No entanto, o consumidor que vê nos 1.0 a oportunidade de ter um automóvel novo a um custo menor não precisa perder a esperança.

Para Ferro, quando chegar ao País um novo tipo de carro, que seja menor e se adapte melhor ao motor mil, a classe baixa será beneficiada. "Um carro mais urbano, que comporte dois ou, no máximo, três passageiros, é o ideal".

Domingo, 17 de fevereiro de 2008, 13h00

Fonte: Redação Terra

Venda de carro não puxa seguro

Diferente do crescimento nas vendas de carros no Brasil, que registrou 40% de aumento em janeiro comparado com o mesmo mês do ano passado, o mercado de seguros de automóveis nacional e no interior paulista teve pequena variação nos últimos cinco anos.

Segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados), autarquia do Ministério da Fazenda, a quantidade de veículos expostos (estimativa de apólices feitas e mantidas durante todo o ano) no interior do Estado em 2006 era de 1.099.763, contra 1.167.063 em 2005, ou seja, queda de 5,8%. Em 2007 foram 533.464 veículos expostos no interior paulista até o final de junho, o que corresponde a um decréscimo de 3%.
Em todo o Brasil, essa variação registrou crescimento de 1,2% entre 2005 e 2006 e decréscimo de 3,6% entre 2006 e o ano passado. Nos últimos cinco anos, esse número tem se mantido perto de um milhão de veículos expostos na região de Ribeirão e cresceu 12%.
O que mudou foi o valor pago pelo seguro de veículos, que teve aumento significativo nos últimos cinco anos: o total de prêmios (valor total pago pela apólice) no interior do Estado em 2006 foi de cerca de R$ 980 milhões, 36% a mais do que os cerca de R$ 630 milhões em 2002.
Segundo o coordenador de gerência de estatísticas da Susep, Aníbal Vasconcelos, o valor dos seguros aumentou devido, principalmente, ao aumento da criminalidade. "O total de prêmios pagos cresceu mais que a inflação, mas a criminalidade cresce muito forte no país. A correção acompanhou não só os índices inflacionários, mas também o crescente medo que as pessoas têm de perder seus veículos", afirma.
Com relação à pequena oscilação na quantidade de veículos expostos, Vasconcelos acredita que isso se deve à transferência de apólices para compra de novos carros, ou seja, boa parte dos consumidores mantém o seguro do veículo e a maior parte dos consumidores que adquirem carros usados não se preocupam em fazer seguro. "O seguro para carros usados ainda é caro", completa.
Há quatro meses com o novo carro, Sandra Lança Silvio, do lar, transferiu o seguro do veículo anterior para o novo carro. Faz 15 anos que ela tem seguro dos veículos que dirige e diz que nos últimos cinco sentiu no bolso o aumento do valor pego pelo serviço. "Tudo tem aumentado, senti que estou pagando mais pelo seguro. Mas mesmo assim vale a pena continuar desenbolsando porque os riscos de bater o carro ou de ser roubado são grandes hoje", afirma.[2]
Ana Paula Novo Ruiz, representante de medicamentos, tem seguro de carro há cinco anos, e já comprou seu terceiro veículo nesse período. Ela está pagando cerca de R$ 300 a mais no seguro do carro atual em comparação com o antigo. "Ficou mais caro não só pelo carro que comprei, que é mais caro, mas também pelo reajuste de contas", afirma.


Segs - Fonte ou Autoria é : GUILHERME TAVARES/Gazeta de Ribeirão
14-fev-2008

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

DONOS DE FOX DENUNCIAM ACIDENTES COM PORTA-MALAS


A vantagem de aumentar ou diminuir o tamanho do porta-malas do Fox, carro fabricado pela Volkswagen, transformou-se em uma armadilha para os proprietários. O equipamento opcional,
disponibilizado na parte interna do veículo, já provocou ao menos oito acidentes graves - nos quais as vítimas tiveram um ou mais dedos da mão mutilados.

No total, há relatos de 22 pessoas machucadas no País, que nos últimos três anos tiveram de unhas e peles arrancadas a esmagamentos e dedos decepados. O assunto foi tema de reportagem recente da revista Época.
O número de acidentados foi levantado por uma das vítimas, o químico Gustavo Funada, hoje com 51 anos. No final de 2004, ele perdeu a parte superior do dedo médio da mão direita no porta-malas do seu Fox e foi atrás de outras pessoas que sofreram o mesmo tipo de acidente. "Fiz um banco de dados e, de lá para cá, já são 22 pessoas cadastradas", conta Funada. "A empresa não tomou nenhuma providência efetiva. Por mês, são em média dois proprietários que entram em contato comigo por causa disso".[1]
Os acidentes acontecem sempre da mesma forma. O usuário puxa uma pequena alça flexível que ficaembaixo do banco traseiro, para afastar ou aproximar o encosto do assento traseiro. O perigo é quando o motorista encaixa o dedo na argola dessa alça. Esse movimento faz com que uma mola seja destravada, pressionando o dedo do usuário e provocando uma reação parecida com o movimento de uma guilhotina. Foi dessa forma que Funada perdeu a ponta do dedo.

Fonte:
Segs - Fonte ou Autoria é : Estadão
07-fev-2008