domingo, 17 de fevereiro de 2008

Venda de carro não puxa seguro

Diferente do crescimento nas vendas de carros no Brasil, que registrou 40% de aumento em janeiro comparado com o mesmo mês do ano passado, o mercado de seguros de automóveis nacional e no interior paulista teve pequena variação nos últimos cinco anos.

Segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados), autarquia do Ministério da Fazenda, a quantidade de veículos expostos (estimativa de apólices feitas e mantidas durante todo o ano) no interior do Estado em 2006 era de 1.099.763, contra 1.167.063 em 2005, ou seja, queda de 5,8%. Em 2007 foram 533.464 veículos expostos no interior paulista até o final de junho, o que corresponde a um decréscimo de 3%.
Em todo o Brasil, essa variação registrou crescimento de 1,2% entre 2005 e 2006 e decréscimo de 3,6% entre 2006 e o ano passado. Nos últimos cinco anos, esse número tem se mantido perto de um milhão de veículos expostos na região de Ribeirão e cresceu 12%.
O que mudou foi o valor pago pelo seguro de veículos, que teve aumento significativo nos últimos cinco anos: o total de prêmios (valor total pago pela apólice) no interior do Estado em 2006 foi de cerca de R$ 980 milhões, 36% a mais do que os cerca de R$ 630 milhões em 2002.
Segundo o coordenador de gerência de estatísticas da Susep, Aníbal Vasconcelos, o valor dos seguros aumentou devido, principalmente, ao aumento da criminalidade. "O total de prêmios pagos cresceu mais que a inflação, mas a criminalidade cresce muito forte no país. A correção acompanhou não só os índices inflacionários, mas também o crescente medo que as pessoas têm de perder seus veículos", afirma.
Com relação à pequena oscilação na quantidade de veículos expostos, Vasconcelos acredita que isso se deve à transferência de apólices para compra de novos carros, ou seja, boa parte dos consumidores mantém o seguro do veículo e a maior parte dos consumidores que adquirem carros usados não se preocupam em fazer seguro. "O seguro para carros usados ainda é caro", completa.
Há quatro meses com o novo carro, Sandra Lança Silvio, do lar, transferiu o seguro do veículo anterior para o novo carro. Faz 15 anos que ela tem seguro dos veículos que dirige e diz que nos últimos cinco sentiu no bolso o aumento do valor pego pelo serviço. "Tudo tem aumentado, senti que estou pagando mais pelo seguro. Mas mesmo assim vale a pena continuar desenbolsando porque os riscos de bater o carro ou de ser roubado são grandes hoje", afirma.[2]
Ana Paula Novo Ruiz, representante de medicamentos, tem seguro de carro há cinco anos, e já comprou seu terceiro veículo nesse período. Ela está pagando cerca de R$ 300 a mais no seguro do carro atual em comparação com o antigo. "Ficou mais caro não só pelo carro que comprei, que é mais caro, mas também pelo reajuste de contas", afirma.


Segs - Fonte ou Autoria é : GUILHERME TAVARES/Gazeta de Ribeirão
14-fev-2008

Nenhum comentário: