quarta-feira, 22 de abril de 2009

Os jovens e as bebidas alcoólicas: uma mistura perigosa que pode ter consequências graves

A cada dia, cresce o número de jovens consumidores de bebidas alcoólicas e diminui a idade dos adeptos. O álcool é considerado por alguns especialistas como uma droga pesada porque, normalmente, os jovens têm dificuldade em perceber os danos, pois a dependência demora mais tempo para se instalar se comparada às outras drogas.

Ao mesmo tempo em que a lei brasileira define como proibida a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos (Lei nº 9.294, de 15 de julho de 1996), é comum o consumo de álcool pelos jovens – seja no ambiente domiciliar, seja em festividades, ou mesmo em ambientes públicos. Segundo o relatório da ONU divulgado em 5/11/2006 - cujos dados foram reunidos em setembro entre os principais organismos de controle e de combate às drogas, em nove países da região- a ingestão de álcool entre adolescentes foi liderada pelos estudantes da Colômbia (51,9%), seguida pelos jovens do Uruguai (50,1%) e do Brasil (48%).
Para identificar o abuso, devemos estar atentos a algumas coisas:
- alta tolerância ao álcool (resistir a várias doses sem ficar bêbado);
- aumento na freqüência no uso;
- beber rapidamente;
- hábito de beber sozinho;
- uso de álcool com alguma finalidade, sem gostar da bebida (para se soltar em uma festa, para participar de algum grupo, etc.)
- instabilidade emocional.
O uso problemático de álcool por adolescentes está associado a prejuízos no desenvolvimento da própria adolescência. Alguns riscos são mais freqüentes nesta etapa do desenvolvimento, pois expressam características próprias desta fase, como o desafio a regras e a onipotência. O adolescente acredita estar magicamente protegido de acidentes, por exemplo, e também se sente mais autônomo na transgressão, envolvendo-se assim em situações de maior risco, por muitas vezes com conseqüências mais graves.Os prejuízos associados ao uso de álcool estendem-se ao longo da vida. Seus efeitos repercutem na neuroquímica cerebral, em pior ajustamento social e no retardo do desenvolvimento de suas habilidades, já que um adolescente ainda está se estruturando em termos biológicos, sociais, pessoais e emocionais. O uso de álcool na adolescência expõe o indivíduo a um maior risco de dependência química na idade adulta e está associado a uma série de prejuízos neuropsicológicos, como a perda de memória.A redução do consumo de álcool entre os jovens depende da fiscalização e principalmente da educação. É preciso fazer cumprir a lei e também uma campanha para conscientizar as pessoas. Todos nós temos que fiscalizar e impedir essa prática. A polícia nem sempre tem o efetivo suficiente para atacar o problema..

Fonte: Sul Américahttp://www.sulamerica.com.br/r.htm?imprensa/nl/jan07/f_saude.html

terça-feira, 21 de abril de 2009

Sono provoca até 32% dos acidentes de trânsito

Cochilar ao volante é uma das atitudes mais perigosas no trânsito. De acordo com o professor do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e chefe da disciplina de Medicina e Biologia do Sono, Marco Túlio de Mello, entre 27% e 32% dos acidentes de trânsito no mundo são provocados por motoristas que dormem na direção, responsáveis também por valores entre 17% e 19% das mortes no asfalto. "Isso sem contar as mortes das pessoas acidentadas que são levadas aos hospitais para atendimento", ressalta Mello. Os números foram obtidos pela Unifesp em pesquisa da Universidade de Gênova, na Itália, já que não há no Brasil estudo semelhante. Nesta semana, o governo determinou a inclusão de exame de doenças do sono no processo de habilitação de motoristas de veículos pesados.

Em 2004, segundo estatística do Ministério da Saúde, 34.654 pessoas morreram em acidentes de trânsito - se aplicada a média mundial, 6.242 podem ter morrido por conta de cochilos ao volante. Foi com base em estudos do Instituto do Sono da Unifesp que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou nesta semana a resolução 267, determinando que motoristas que quiserem tirar ou renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias C (para dirigir caminhões), D (ônibus) e E (carretas), além da avaliação médica padrão, se submetam a exames para detecção de distúrbios do sono.
Estima-se que 3 milhões de pessoas dirijam profissionalmente no País. Por essa razão, explica Mello, seria impraticável exigir que todos os motoristas que fossem tirar ou renovar duas CNHs passassem pela avaliação. Em caso de detecção do potencial para o desenvolvimento de doenças do sono, o médico tem a prerrogativa de indicar ao motorista para que passe pelo exame de polissonografia, feito por meio de sensores colados à pele com adesivos, durante o sono - para investigar mais profundamente o problema.
"Há que se ressaltar que não existe a obrigatoriedade da polissonografia, como informado na imprensa. O que existe é que a decisão de indicar o exame passa pelo médico perito de trânsito. Em muitas cidades não há locais para realização da polissonografia. Nas grandes capitais, esse exame é coberto pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e pelos planos de saúde", explica Túlio. A expectativa é de que, entre os motoristas que renovam anualmente suas carteiras das categorias C, D e E, no máximo 10% tenham de realizar o exame. Caso seja detectada a propensão ao distúrbio do sono, o motorista pode receber uma carteira provisória de habilitação e fazer um tratamento para depois obter a definitiva.
Estudo do Instituto do Sono da Unifesp de 2000 mostrou que 16% dos motoristas de ônibus admitiram cochilar durante o trabalho, embora a real proporção de profissionais que dormiam no volante era de 48%. Outros estudos da Unifesp apontam que motoristas com as doenças de sono têm de duas a três vezes mais chances de se envolverem em acidentes, mas quando tratados a redução dos problemas é de 70%, explica Mello.
Sonolência e álcool
Já o presidente da Associação Brasileira de Medicina no Trânsito (Abramet), Flávio Emir Adura, aponta ainda que há uma relação quase em igual proporção entre acidentes provocados por doenças do sono e consumo de álcool. "Empresas de transporte que passaram a realizar internamente exames para a detecção das doenças do sono em seus motoristas apresentaram uma redução bem grande do número de acidentes fatais", complementa o especialista em medicina de trânsito.

Segundo Adura, algumas pessoas têm maior potencial para desenvolver doenças do sono. Obesos, hipertensos, pessoas com pescoço mais grosso e com dificuldade de entrada de ar na cavidade oral estão mais propensos aos males. De acordo com José da Fonseca Lopes, presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), esse é o perfil de muitos dos profissionais das estradas no País. "A carga de trabalho é muito puxada, o sujeito ganha mal. Por isso, acaba comendo mal, em restaurantes de beira de estrada. Não duvido que, se fosse feito um levantamento, a gente descobrisse que uns 70% dos caminhoneiros têm algum problema de saúde como obesidade, pressão alta", afirma.
Para o representante dos caminhoneiros, a medida tomada pelo Contran foi correta, já que era necessário fazer algo para reduzir a quantidade de acidentes nas estradas. Contudo, ele ressalva: "Só não dá para fazer da maneira que foi feito, tudo muito em cima. Muitos caminhoneiros não têm como realizar esses exames e não sei se a saúde pública está preparada para atender essas pessoas no Brasil", afirma. Segundo Lopes, a Abcam estuda criar um grupo de apoio médico e lançar uma campanha de informação para que caminhoneiros que estejam a seis meses de renovar suas habilitações possam fazer exames e detectar possíveis comprometimentos de saúde e buscar tratamento antes da avaliação médica obrigatória.
Anfetaminas
Adura e Mello concordam no que diz respeito ao risco do uso por motoristas - em especial caminhoneiros - de substâncias que tiram o sono, conhecidas como anfetaminas. "Infelizmente, é fato que muitos usam a anfetamina, que pode ser comprada em farmácias de beira de estrada, às vezes em moderadores de apetite", explica Adura. Embora em um primeiro momento a substância evite o sono, ela provoca depois uma fadiga muito forte no motorista. "Além de tudo, cria dependência e acaba por provocar distúrbios de sono", alerta Mello, que completa: "Não tem jeito. O único remédio para o sono é dormir - mas não no volante".

10 coisas que seu gerente nunca vai dizer

Todo mundo que tem algum dinheiro precisa lidar com um gerente de banco. Torne
essa relação menos desigual
Ele resolve todos os seus problemas. É diligente quando você liga e pede uma ajuda.
Parece estar sempre atento a possíveis problemas. Mas há coisas que o seu gerente de banco não revela. Um exemplo? O fato de ele ver em você uma ótima oportunidade para cumprir as metas de vendas do mês. Independente do que esteja sendo vendido.

Saiba as 10 coisas que seu gerente nunca vai dizer.

"O que eu ofereço é sempre bom para o banco, mas não para você"
"Vou cobrar diversas tarifas sem avisar"
"O juro dobra se você estourar o cheque especial"
"Sacar dinheiro com o cartão de crédito é caro"
"Não conheço bem os produtos do banco"
"Os juros do crédito imobiliário são o dobro do que parecem"
"Pagar dívidas antes do prazo custa dinheiro"
"Meus fundos de varejo conservadores rendem pouco"
"A previdência privada custa mais do que você imagina"
"Capitalização é um péssimo negócio"

"O que eu ofereço é sempre bom para o banco, mas não para você"


Quem pensar no gerente do banco como um consultor financeiro pessoal corre o risco de acabar fazendo péssimos negócios. Quase todas as recomendações dos gerentes atendem aos interesses do banco, não aos do cliente. Não é desonestidade pessoal, mas o resultado da forma como os bancos trabalham. O gerente é um vendedor que tem metas a cumprir para os principais produtos -- cheque especial, títulos de capitalização, seguros, poupança --, e seu emprego depende de atingir essas metas todos os meses. Obviamente, as metas são estabelecidas de modo que os produtos mais oferecidos sejam aqueles que fazem o banco lucrar mais e, portanto, custam mais para o cliente. O resultado é que, em um determinado mês, o gerente vai jurar para você que os títulos de capitalização serão o melhor negócio do mundo. No mês seguinte, será a vez da poupança e, depois disso, virão os seguros. O principal problema é que essas recomendações não costumam levar em conta nem o perfil de risco nem as necessidades individuais de cada cliente. "Seja firme na hora de dialogar sobre seus investimentos", diz Sérgio Galvão Bueno, sócio da consultoria paulista LLA, especializada em finanças pessoais. "Por mais persuasivos que sejam os argumentos, não compre o que o seu gerente quer vender, a menos que o produto seja adequado a seu perfil de investidor."

"Vou cobrar diversas tarifas sem avisar"

Muitas vezes os bancos escondem tarifas em seus serviços, que somente serão notadas bem mais tarde, quando chegar a conta. O analista de sistemas Delman Ferreira, de Brasília, imaginava que financiar a compra de seu Polo zero-quilômetro em um banco seria melhor do que parcelar na concessionária. As taxas costumam ser menores, e é possível -- pensava Ferreira -- evitar gastos como a taxa de abertura de crédito (TAC) cobrada pela financeira da concessionária, normalmente muito superior àquela dos bancos. Por isso, em fevereiro de 2006, Ferreira parcelou a compra em 60 prestações de 943 reais. Para pagar a primeira parcela, o analista de sistemas abriu uma conta no banco e depositou 1 000 reais. Ao consultar a instituição, dias depois, o analista teve a desagradável surpresa de ver um saldo negativo de quase 300 reais. Além de descontar de uma vez a contribuição provisória sobre movimentação financeira (CPMF) referente ao valor total do carro, o banco cobrou para manter o limite do cheque especial e a conta aberta.
A emissão de extratos também foi cobrada.

"O juro dobra se você estourar o cheque especial"

O cheque especial está entre os seis produtos mais rentáveis de qualquer banco. Não é para menos. Em junho, segundo o Banco Central (BC), os juros cobrados eram de 7,8% ao mês ou mais de 145% ao ano. É uma taxa altíssima. O que poucos clientes sabem é que a conta fica – se é que isso é possível -- ainda mais salgada se os gastos ultrapassarem o limite estipulado pelo banco. Nesse caso, o cliente entra numa linha de crédito específica chamada Adiantamento a Depositante, que tem uma taxa de juro de cerca de 15% ao mês, o que representa estratosféricos 435% ao ano. O cliente também paga uma tarifa média de 20 reais para cada cheque emitido nessas circunstâncias. O peso disso em qualquer empréstimo pode ser demonstrado por um cálculo simples. Imagine um cliente com limite de cheque especial de 1 000 reais e que custa 7,8% ao mês. Se, por um descuido, ele passar a dever 1 500 reais no cheque especial, terá de pagar por mês 78 reais sobre o limite, 75 reais sobre o excesso de limite e mais 20 reais referentes à tarifa. Contabilizando impostos e CPMF, a fatura, só com os juros, vai para mais de 177 reais por mês. Se cair mais um cheque, além dos juros, o banco vai cobrar novamente a tarifa de 20 reais. São taxas elevadíssimas, mas sua aplicação pelos bancos é perfeitamente legal. Por isso, a recomendação é evitar ao máximo usar o cheque especial e nunca, nunca superar o limite.

"Sacar dinheiro com o cartão de crédito é caro"

O cartão de crédito funciona como meio de pagamentos e como forma de o banco emprestar dinheiro automaticamente para o cliente. Por isso, quase todo cartão de crédito permite ao usuário sacar dinheiro em caixas automáticos. Pouca gente sabe, porém, que os encargos que incidem sobre essa operação são salgados. O saque é um empréstimo no cartão, e as taxas médias são de 8% ao mês. Além disso, o usuário paga de 1,95 a 8 reais por saque. O cliente que fizer três saques de 10 reais vai levar 30 em dinheiro e terá de pagar 24 em juros e tarifas, 80% do total sacado. Esses detalhes constam do contrato do cartão de crédito, mas poucas pessoas se preocupam em lê-lo.

"Não conheço bem os produtos do banco"

Em fevereiro de 2006, o engenheiro mecânico paulista e Ph.D. em finanças Marcos Crivelaro decidiu investir 10 000 reais em um dos fundos do banco onde tinha conta. Saiu da agência de mãos abanando. Ele havia escolhido um fundo, mas seu gerente não conhecia o produto -- e, portanto, ignorava que só está aberto para captação em quatro dias no ano, das 10 às 15 horas.
"Até pouco tempo atrás, o fundo não constava nem da tabela de rentabilidade que o banco envia aos clientes", diz Crivelaro.

"Os juros do crédito imobiliário são o dobro do que parecem"

Comprar um imóvel com financiamento do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) parece ser um ótimo negócio. Os juros variam de 6% a 12% ao ano, mais a variação da Taxa Referencial (TR), que costuma ser menor que 3% ao ano. Aparentemente, são taxas muito mais amigáveis do que a média das cobradas pelos bancos. Na prática, porém, outros custos farão o mutuário pagar quase o dobro de juros. Além dos juros, os bancos costumam cobrar uma taxa de administração do contrato que varia de 12 a 80 reais. Além disso, o mutuário geralmente tem de pagar dois seguros, um por morte ou invalidez permanente e outro por danos físicos ao imóvel. Juntos, eles representam cerca de 9% do valor da prestação, segundo cálculos do professor Rafael Paschoarelli, doutor em finanças pela Universidade de São Paulo e autor do livro A Regra do Jogo (Editora Saraiva, 180 págs.). Há mais duas taxas no financiamento: a de vistoria do imóvel e a de verificação da documentação. Além disso, o mutuário deve pagar o imposto de transmissão de bens intervivos (ITBI), equivalente a 2% do valor do imóvel, para que o dinheiro do financiamento seja liberado. Para ter idéia do peso desses adicionais, Paschoarelli simulou um empréstimo de 150 000 reais com taxa de 12% ao ano mais TR. "O comprador paga cerca de 15 000 reais a mais nesses penduricalhos, além dos juros", diz ele. Sua recomendação é fazer as contas com cuidado.

"Pagar dívidas antes do prazo custa dinheiro"

O cliente endividado que resolver quitar seu débito com o banco fará um mau negócio. Nesse caso, o banco deverá cobrar uma Tarifa de Antecipação de Crédito, que, na média, é igual a 10% do valor a ser quitado. "Para o banco, não é interessante que você pague a dívida antecipadamente porque, nesse caso, ele não vai receber os juros das parcelas restantes", diz Ricardo Almeida, professor do Ibmec São Paulo. "Se o cliente antecipar o pagamento, o contrato tem de ser revisto, o que gera custo para o banco." Segundo ele, o cliente tem direito de obter desconto na taxa de juro, mas dificilmente deixará de pagar a Tarifa de Antecipação de Crédito.

"Meus fundos de varejo conservadores rendem pouco"

Quando oferecem um fundo de investimento conservador a seus clientes, muitos gerentes comparam a rentabilidade do fundo com a da caderneta de poupança. "Como a poupança rende muito pouco, um fundo ruim parece ser um excelente investimento quando comparado a ela", diz William Eid Júnior, diretor do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas de São Paulo, que realizou a avaliação dos fundos no Guia EXAME de Investimentos Pessoais. Para evitar ser enganado por essa distorção, o cliente deve tomar um cuidado específico na hora de investir.
Nesse momento, a rentabilidade dos fundos DI ou de renda fixa -- os mais conservadores do mercado -- deve ser comparada à variação das taxas do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que balizam as operações realizadas entre bancos. Outro cuidado é prestar atenção na taxa de administração, que é a remuneração cobrada pelo gestor do fundo para administrar o dinheiro. Essa taxa é um percentual do total investido, e será cobrada todos os dias, independentemente do desempenho do fundo. Vale aqui uma velha regra do sistema bancário: quem tem menos dinheiro paga mais caro. Fundos de investimento mais populares, aqueles com depóstivo inicial mínimo de até 1 000 reais, costumam cobrar as taxas de administração mais altas, que podem chegar a 5% ao ano. Nesses casos, sempre vale a pena perguntar ao gerente qual é a taxa de juro paga para aplicações em renda fixa, como os Certificados de Depósito Bancário (CDB), e compará-la com o desempenho do fundo.

"A previdência privada custa mais do que você imagina"

Responda rapidamente: qual é a taxa de administração de seu plano de previdência privada? E a taxa de carregamento? Não se sinta mal por não saber o que esses nomes significam. Milhares de investidores ignoram que os bancos cobram um percentual do patrimônio para gerir o dinheiro (a taxa de administração) e um "pedágio" sobre cada nova aplicação, para cobrir os custos
operacionais (a taxa de carregamento). A taxa de administração oscila entre 1% e 4% do total investido, sendo que a média é de 2,3% ao ano. A taxa de carregamento pode variar de 0,5% a 10% de cada aplicação. Sua média, atualmente, é de 3,3%. Os planos de previdência também podem cobrar uma taxa de saída, que incide sobre os valores resgatados e, na maioria das vezes, é de 0,38% sobre o montante resgatado. "Juntas, essas três taxas, mais o imposto de renda sobre os rendimentos ou sobre o total resgatado, que oscila de 10% a 35%, podem corroer a rentabilidade do plano", diz Marcelo D'Agosto, consultor da Investmate, consultoria especializada em finanças pessoais, de São Paulo. Como a previdência privada é uma aplicação de longo prazo por excelência, vale muito a pena procurar as menores taxas: a diferença é brutal depois de 15 ou 20 anos. Por exemplo, o investidor que tiver 1 milhão de reais aplicado vai pagar aproximadamente 10 000 reais por ano a mais a cada ponto percentual suplementar de taxas cobrado pelo banco.

"Capitalização é um péssimo negócio"

Um cliente que precise elevar seu limite de cheque especial pode ser "convidado" a comprar um título de capitalização para oferecer "reciprocidade" ao banco. "Os títulos de capitalização são a pior besteira que você pode fazer com seu dinheiro", diz o professor Rafael Paschoarelli. A capitalização mistura poupança com loteria, em que o investidor tem a chance de ganhar prêmios em dinheiro sorteados entre os clientes. "A capitalização é um investimento ruim e um jogo ineficiente, pois quem administra essa loteria cobra caro", afirma Paschoarelli. "É melhor arriscar na Megasena."
http://portalexame.abril.com.br/servicos/guiadoinvestidor/anuario/m0106985.html

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Consórcios garantem construção e reforma de imóveis por um custo acessível

Agora, consórcio está dentro da lei

Diante de financiamentos cada vez mais caros, proporcionais ao aumento da taxa de juros pelos bancos em época de restrição do crédito, o sonho da casa própria pode ficar mais distante. Porém, o consórcio pode ser uma opção. Além de taxas menores do que os bancos, a modalidade tem agora mais vantagens com a lei 11.795/2008, que entra em vigor a partir de sexta-feira que vem.

Anteriormente o setor era fiscalizado e regulado por portarias e normas do Banco Central, o que provocava discussões entre consorciados e administradoras na Justiça, para qual as normas tinham diversas interpretações diferentes por não possuírem status de lei.

Agora, a nova lei esclarece pontos como a divisão entre o patrimônio do grupo de consorciados e a administradora. "Caso a empresa quebre, o patrimônio do grupo fica seguro", explica Vitor Bonvino, vice presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (ABAC).
Apesar de a utilização do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para pagamento de partes das parcelas do consórcio ter sido vetada, o benefício continua valendo para lances. Outra vantagem regulamentada pela lei é a possibilidade de continuar participando de sorteios mesmo após a saída da modalidade por falta de pagamento. Antes, o consorciado tinha que esperar a dissolução do grupo para ter seu dinheiro de volta.

"Principalmente no consórcio imobiliário, que tem prazos longos, o participante demorava a receber, o que restringia a entrada e opção pela modalidade", diz Bonvino.
Ele lembra que o consórcio de imóveis é relativamente novo no País. "Somente a partir de 1997 ganhou corpo".

Até sexta-feira, itens como registro de contrato, formação de grupos e número de consorciados da nova legislação devem ser regulamentados pelo Banco Central.
Até novembro do ano passado, havia 3,5 milhões de consorciados ativos em todo o País. Deles, 513 mil visavam comprar um imóvel. "No ano passado, essa modalidade cresceu 10,4%. Para esse ano, esperamos que cresça até 8%. Porém, a inflação e a taxa de desemprego podem influenciar nessa previsão", diz Bonvino.

O QUE DIZ A LEI

UNIFORMIDADE - Brigas judiciais entre consorciados e administradoras passam a ter interpretação única na Justiça, na forma da lei.

INDEPENDÊNCIA DO GRUPO - O patrimônio do grupo de consorciados não compõem o elenco de bens e direitos da administradora, para efeito de liquidação judicial ou extrajudicial.

EXCLUSÃO DO GRUPO - Se o consorciado sair do grupo antes de ser contemplado por falta de pagamento, ele continua a participar de sorteios e, se contemplado, pode ter seu dinheiro de volta antes de o grupo terminar.

USO DO FGTS - O consorciado pode utilizar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviços para dar lances, mas não para quitar parte das parcelas do imóvel

REGULAMENTAÇÃO - Aspectos operacionais da lei, como registros de contratos e formação de grupos, devem ser regulamentados pelo Banco Central até sexta-feira.

VIGOR - A Lei 11.795/08 passa a valer a partir do dia 6 de fevereiro.
''Iria pagar três vezes mais''
O arquiteto de tecnologia da informação Vinicius Bragança, 32 anos, optou pelo consórcio em 2001, após muitas pesquisa e comparação de modalidades de crédito. No fim deste ano, já irá receber as chaves do seu novo apartamento, pelo qual começou a pagar na planta.

"Fiz os cálculos e verifiquei que iria pagar três vezes mais se tivesse optado pelo financiamento, por causa da diferença entre a taxa de administração e os juros cobrados pelos bancos. A taxa de administração representou 20% do valor do imóvel", conta. Ele acredita que a melhor opção é a poupança mas, para quem não tem educação de guardar dinheiro, as prestações do consórcio obrigam a poupar. Em 2007, Vinicius foi contemplado e usou o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para completar o lance.

Quando fiz a opção, ainda havia desconfiança, não havia o mercado que existe hoje e o segmento era considerado arriscado. Eu sempre controlava meus débitos. Agora, pretendo entrar em outro grupo para adquirir um imóvel para investimento. A entrega do imóvel, segundo ele, está dentro de seus planos. "Sabia, quando comprei o imóvel na planta, que teria ainda que esperar pela construção, quando poderei requisitar o Habite-se, documento exigido pela Prefeitura. Quem opta pelo consórcio deve pensar a longo prazo", afirma.

Fonte Marília Almeida Fonte: Jornal da Tarde